Tag: zoo

Carlos Botelho diz a médicos e jornalistas que pretende criar no Jardim de Aclimação “especie de jardim zoologico” para “recreio” das famílias paulistas

 

TÍTULO  Jardim da Acclimação
AUTOR  Desconhecido
DATA  5 de julho de 1911
LOCAL  São Paulo
FONTE  Correio Paulistano
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

DESCRIÇÃO

 Grupo de médicos e jornalista visita o Jardim da Acclimação a convite de Carlos Botelho.
A reportagem descreve o parque “bem ajardinado”, o lago, a leiteria e o estábulo. Um jardim zoológico, na época, ainda estava somente nos planos dos proprietários, ainda que já existissem ali alguns animais (exóticos e domésticos). O objetivo, a longo prazo, era tornar o parque em um lugar de recreio/lazer para a população:

 

Além do serviço irreprehensivel da colheita do leite, tiveram os clinicos occasião de verificarem o ideal do dr. Botelho, que é estabelecer alli, como no Jardim de Acclimação de Paris, uma especie de jardim zoologico. Para isso já existem lá muitos cavallos de fina raça, cães galgos e outros, antas, carneiros, um dromedario e diversas aves aquaticas, sendo de notar que existe uma cisne que choca atualmente ovos para darem esse producto, que tanto enfeita o jardim. É [in]tenção do dr. Carlos Botelho de abrir ao publico escolhido de S.Paulo o seu cuidado jardim, estabelecendo nelle sociedades que tornarão o aprazivel logar conhecido. Assim já existe um “club hippico”, para montaria, vae haver um outro de “law tennis” e um para regatas para senhoras. Como se vê desta arte vae ficar procurado o jardim, que tem todas as condições para ser logar de recreio às famílias paulistas.

 

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Inexistência de zoo em São Paulo prejudica “indústria do forasteiro”, diz jornal

 

TÍTULO  UM PROBLEMA – A industria do forasteiro – A proposito da viagem do “Bluecher”
AUTOR  Desconhecido
DATA  16 de fevereiro de 1910
LOCAL  São Paulo
FONTE  O Estado de S.Paulo
REPOSITÓRIO

Acervo Estadão

DESCRIÇÃO Em artigo não assinado, é comentada a falta de preparo da cidade de São Paulo para a “indústria do forasteiro”, ou seja, para o turismo.
Entre os problemas apontados, está a falta de um zoológico na cidade, que permitiria aos estrangeiros conhecerem os animais locais sem terem que se embrenhar pelas matas.

 

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Sociedade anônima planeja construção de zoo em parque no Jabaquara

 

TÍTULO  O Parque Jabaquara
AUTOR  (incorporador) A. Cantarella
DATA  14 de setembro de 1910
LOCAL  São Paulo
FONTE  O Estado de S.Paulo
REPOSITÓRIO

Acervo Estadão

DESCRIÇÃO Propaganda de promoção de uma sociedade anônima para a criação de um parque no Jabaquara fala que, entre os planos dos organizadores, está a construção de um jardim zoológico no local.

 

http://acervo.estadao.com.br/publicados/1910/09/14/g/19100914-11598-nac-0007-999-7-not-kpwxsaa.jpg

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Filho de Carl Hagenbeck visita o Rio de Janeiro e zoológico local

 

TÍTULO  Hospede Illustre
AUTOR  Desconhecido
DATA  13 de agosto de 1909
LOCAL  Rio de Janeiro
FONTE  Correio Paulistano
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

DESCRIÇÃO

Em rápida passagem pelo Rio de Janeiro, Lorenz Hagenbeck, filho de Carl Hagenbeck, visitou a então capital brasileira e o zoológico local.
Ali, fez alguns elogios inflados ao zoo (“o mais bello do mundo”), mostrou que o bem-estar dos animais comercializados pela sua empresa ficava em segundo plano (ao ter vendido ao Rio anos antes um casal de ursos brancos que julgava que nunca iriam resistir ao clima) e demonstrou um interesse aparentemente falso pelo mandril (disse que trocaria por um bom casal de leões, quando se sabe que esses eram dos animais mais baratos do comércio de animais — tal contradição, no entanto, não foi notada pela reportagem):

 

“Em sua visita ao Jardim Zoologico, o sr. Hegenbeck manifestou franca admiração pela belleza do local, classificando-o o mais bello do mundo. Em sua opinião, o Jardim Zoologico supllanta o de Ceylão, que é, topographicamente, o mais lindo do mundo.(…) Admirou-se das boas condições em que encontrou os ursos brancos, que, quando vieram, ha cerca de dois annon, de sua casa, julgava impossivel resistirem ao clima do Rio. (…) Não acreditava que o nosso Jardim possuisse o grande Mandril, porque, ha muito tempo, nao tem tido, em Hamburgo, o Mandril sinão pequeno. “Daria de bom gosto um casal de meus melhores leões, mas sei que o Jardim não faria essa troca”.

 

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Prefeito de São Paulo promulga lei sobre construção, uso e gozo de zoo no município

 

TÍTULO  Prefeitura Municipal, Secretaria Geral, Expediente do dia 4 de junho de 1909, Lei N. 1216 de 4 de junho de 1909
AUTOR  Texto legislativo
DATA  5 de junho de 1909
LOCAL  São Paulo
FONTE  Correio Paulistano
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

DESCRIÇÃO

 Antonio da Silva Prado, prefeito da cidade de São Paulo, promulga lei [número 1.216 de 4 de junho de 1909] que dispõe sobre a “construcção, uso e gozo de um Jardim Zoologico neste município” e que já prevê a isenção de impostos municipais para tal empreendimento.
As condições estabelecidas no artigo 4 também demonstram as expectativas em relação a um zoo  em São Paulo. Este deveria ter um restaurante asseado, não consentir com jogos ilícitos (provável referência ao jogo do bicho no Rio de Janeiro), ter a entrada franca para alunos das escolas municipais, entregar seus animais mortos (já conservados, leia-se empalhados) ao Museu do Estado, trabalhar para manter e aumentar a coleção de animais, bem alimentar seus animais, submeter à aprovação do poder público o tipo e a segurança das jaulas e dos depósitos de animais, assim como suas condições higiênicas e estéticas. 

Esta lei somente foi revogada em 12 de dezembro de 2005, pelo então prefeito José Serra.

 

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Mercador de animais Carl Hagenbeck presenteia zoo do Rio de Janeiro com ursos japoneses, marrecos e macacos

 

TÍTULO  Ursos japonezes
AUTOR  Desconhecido
DATA  11 de junho de 1909
LOCAL  Rio de Janeiro
FONTE  Commercio de São Paulo
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

DESCRIÇÃO  Mercador de animais Carl Hagenbeck (que mais tarde ficará conhecido como o criador do “zoológico moderno” e cujo nome é grafado aqui como Karl Hageubeck) teria doado para o zoológico do Rio de Janeiro “um precioso casal de ursos japonezes [depois identificados como ursos torquatus, nomenclatura que caiu em desuso e foi substituída por ursus thibetanus], 8 marrecos mandarins e 8 macacos Anabis, Hamadryas e Babunios). Em troca, receberia de presente uma águia de luxo (Spizaetus ornatus), “originária do Amazonas” e sobre a qual soube a partir de uma fotografia que lhe foi enviada. Interessante pensar nesta troca de fotografias de animais entre zoológicos, tal como um álbum de figurinhas.
Os animais doados por Hagenbeck são vistos pela reportagem como uma “dádiva de alto valor”, “de grande raridade”, “de extraordinaria sensibilidade climaterica e obedecem a um regimen alimentar especialíssímo” — ou seja, têm seu caráter exótico sublinhado. A doação de tais animais teria se dado após Hagenbeck observar “com grande admiração” a adaptação de ursos brancos ao clima do Rio de Janeiro, o que demonstraria que “no Jardim Zoologico do Rio não se poupam esforços para a sua conservação”. 

 

 

http://4.bp.blogspot.com/-ZVX3kwe0RDM/U44otEyEP6I/AAAAAAAAEPw/jv7inH0gJQs/s1600/11+junho+1909.jpg

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Reportagem detalha despesas e lucros de diferentes zoos da Alemanha

 

TÍTULO  Os jardins zoológicos da Alemanha
AUTOR

Armand Charpentier

DATA  8 de junho de 1908
LOCAL  Alemanha
FONTE  O Estado de S.Paulo
REPOSITÓRIO

Acervo Estadão

DESCRIÇÃO

Extensa reportagem (provavelmente uma tradução, já que o texto é assinado por Armand Charpentier) fala da visita de Gustave Loisel a diferentes zoológicos da Alemanha.
Além de dar informações históricas sobre a criação dos parques, a reportagem detalha as despesas com funcionários e manutenção e os lucros de diferentes instituições, como os zoos de Berlim, Colônia, Hamburgo e Frankfurt.

OBS:
(1) Gustave Loisel escreveu um livro de três volumes falando da História das Menageries (ou seja, da coleção dos animais). Parece que foi a primeira pessoa que se dedicou a história dos zoológicos.

A obra pode ser lida aqui:
Volume I – http://archive.org/details/histoiredesmna01loisuoft
Volume II – http://www.archive.org/details/histoiredesmna02loisuoft
Volume III – http://www.archive.org/details/histoiredesmna03loisuoft

(2)  Provavelmente, o texto reúne as conclusões de Loisel no seu estudo:
Gustave LOISEL (1907), Rapport sur une Mission Scientifique dans Les Jardins et Établissements Zoologiques Publics et Privés de l’Allemagne, de l’Autriche-Hongrie, de la Suisse et du Danemarck, Imprimerie Nationale (Paris), Nouvelles Archives des Missions Scientifiques, t. xv, 158 p., 20 pl. 

 

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Câmara Municipal de São Paulo recebe projeto lei para construção de zoo no Butantã

 

TÍTULO  Jardim Zoológico
AUTOR  Desconhecido
DATA  28 de junho de 1908
LOCAL  São Paulo
FONTE  O Estado de S.Paulo
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca NacionalAcervo Estadão

DESCRIÇÃO

Estadão publica na íntegra projeto de lei proposto na Câmara Municipal por José Oswald (provavelmente José Oswald Nogueira de Andrade, pai do escritor Oswald de Andrade) para a criação de um jardim zoológico no município, na região do Butantã.

O projeto permite que o prefeito aprove a construção e a administração de um zoo na cidade por terceiros, com concessão por trinta anos e isenção dos impostos municipais. Além disso, em provável referência ao jogo do bicho (Rio de Janeiro), o projeto já prevê a proibição a qualquer tipo de jogo nas dependências do zoo. Os animais mortos, por sua vez, devem ser encaminhados “convenientemente conservados” ao museu do Estado.

Segundo a reportagem, “o projeto foi julgado objeto de deliberação, sendo enviado às comissões de higiene, obras e finanças”. 

 

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Olavo Bilac relata”zoolatria aguda” e passageira em torno dos animais do zoo do Rio de Janeiro

 

TÍTULO  Zoolatria Aguda
AUTOR  Olavo Bilac
DATA  6 de novembro de 1907
LOCAL  Rio de Janeiro
FONTE  Correio Paulistano
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

DESCRIÇÃO

Olavo Bilac relata toda a atenção dada aos animais recém-chegados do zoológico do Rio de Janeiro (Vila Isabel), prevendo o desinteresse do público em poucos meses:

Em torno de cada gaiola, de cada jaula, de cada viveiro, de cada tanque, havia um grupo compacto de zoólatras, admirando os animaes. E eram enternecedoras as perguntas que os visitantes, com a voz trêmula de interesse e ternura, dirigiam aos guardas: Estavam todos os bichos vivos? Nenhum morrera? Continuavam a gozar de boa saúde? Comiam bem? Mostravam-se satisfeitos com a sua nova residência?…”O urso branco, principalmente, atraia a solicitude dos perguntares: “Não estranhara o calor? Suportará bem o banho? Não se deixava ganhar pela nostalgia assassina, moléstia de poetas e de damas sensíveis?…” E o urso branco, insensível aos cuidados que inspirava, melancholicamente se bambaleava sobre as curtas pernas traseiras, agarrando-se com as dianteitas ao tronco de uma goiabeira (…) Felizes bichos! Que os deuses misericordiosos lhes conservem a vida e a saúde no Jardim Zoológico, onde, daqui a pouco tempo, gozarão os indizíveis benefícios e as ineffáveis delícias da solidão, do silêncio e da paz!

Porque, daqui a algumas semanas, a nossa zoolatria terá desaparecido, como tantas outras latrias que já nos exaltaram  (…) quando algum jornal noticiar que algum dromedário morreu com saudade dos seus ares ou que o urso branco se está finando com a nostalgia dos seus campos de gelo, toda a gente perguntará: “Que dromedário?”! “Que urso branco?”! –e sem mais indagações continuará a pensar na laria de então, que ninguem pode prever qual será…

 

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Colunista defende construção de zoo no Bosque da Saúde, em São Paulo

 

TÍTULO  Uma ideia aproveitável
AUTOR  L.C.
DATA  26 de outubro de 1907
LOCAL  Buenos Aires, Argentina
FONTE  Commercio de São Paulo
REPOSITÓRIO

Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

DESCRIÇÃO

 A partir de carta de leitor que propunha a construção de um zoológico no Bosque da Saúde, aparentemente de propriedade da empresa Light, colunista L.C. defende zoo em São Paulo, tomando como exemplo parques  da América do Sul, principalmente o de Buenos Aires (Argentina). Há o entendimento de que o zoológico age como instrumento de instrução:  “Os soldados e os alumnos das escolas têm ingresso franco, pois os argentinos entendem que o Jardim Zoologico é uma escola instructiva que deve ter suas portas abertas aos que estudam” 

e que denotaria o desenvolvimento e cultivo urbano:

“Em toda a America do Sul não existe uma cidade de egual desenvolvimento a S.Paulo que não possua um estabelecimento dessa natureza, ponto obrigatorio de visitas dos excursionistas e forasteiros.(…) além de ser ella [a construção de um zoo em São Paulo] de grande utilidade, consulta o grau de prosperidade e cultivo desta capital”

 

http://3.bp.blogspot.com/-LFDh8gg8h0Y/U44lf9f8ZXI/AAAAAAAAEPk/gYiT6slv6Kg/s1600/26+de+outubro+1907.jpg

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