Categoria: Banco de Dados

Coleção de notícias sobre zoológicos e direitos animais, no Brasil e no mundo

Deficiência de specimens prejudica zoo de Lisboa

TÍTULO Corresp. de Portugal
AUTOR C.V. [José Carrilho Videira?]
DATA 18 de novembro 1884
LOCAL Lisboa, Portugal
FONTE  jornal “A Província de São Paulo”
REPOSITÓRIO  Acervo Estadão
DESCRIÇÃO
 Correspondente relata brevemente como zoológico de Lisboa, “este recreio tão útil”, não correspondeu às esperanças, devido a “absoluta deficiencia de specimens zoologicos” e má-administração de seus diretores

 

Aves do Jardim Público de São Paulo viram alvo de vandalismo

TÍTULO Vandalismo
AUTOR desconhecido
DATA 2 de maio 1884
LOCAL São Paulo, São Paulo
FONTE  jornal “A Província de São Paulo”
REPOSITÓRIO  Acervo Estadão
DESCRIÇÃO
 Nota denuncia vandalismo e violência contra aves do Jardim Público (Jardim da Luz), em São Paulo. Texto correlaciona a violência contra os animais e a “selvageria” e os “typos que representantam a triste e atrazada civilisação desta santa terra bragantina”

 

 

Civilização alcança Lisboa com inauguração de zoo

TÍTULO Escrevem de Lisboa, a 29
AUTOR desconhecido
DATA 19 de junho de 1884
LOCAL Lisboa, Portugal
FONTE  jornal “A Província de São Paulo”
REPOSITÓRIO  Acervo Estadão
DESCRIÇÃO
 Reportagem relata inauguração do novo zoológico de Lisboa, Portugal, localizado no parque de S. Sebastião da Pedreira.

Interessante a observação do redator, que relaciona o zoo a uma prisão para os animais:

O local é magnifico, e n’aquelle vasto recinto todo coberto de arvoredos (…), os pobres animaes prisioneiros não terão ao menos a nostalgia da verdura e da sombra

Reportagem também lista os empresários envolvidos no negócio: [José Thomaz] Souza Martins e [Pedro] Van der Loan, e termina fazendo paralelo entre a presença de um zoo e o grau de civilização de uma cidade

Hein! Isto representa inquestionavelmente mais uma conquista que a civilisação alcançou sobre a inercia e rotineira d’esta boa Lisboa.

 

Zoo de Lisboa é inaugurado com cabras e ovelhas

TÍTULO Jardim Zoologico e de Aclimação
AUTOR desconhecido
DATA 29 junho 1884
LOCAL Lisboa, Portugal
FONTE  jornal “Seculo”, em reprodução pela “A Província de São Paulo”
REPOSITÓRIO  Acervo Estadão
DESCRIÇÃO
Reprodução de reportagem jornal português “Seculo”, de 29 de maio de 1884, sobre a inauguração do zoológico de Lisboa, em Portugal.
 
Boa parte do texto é uma enumeração dos animais presentes no parque. Muitos deles estão longe da categoria entendida como “selvagem” ou “exótica”, como cabras, ovelhas, bois, corvos, perdizes e cães. Há no entanto, uma girafa e uma gaiola de macacos, que era a “que mais chava a attenção do público”, além de camelos que podiam ser montados por visitantes. 
 
Interessante notar o interesse d’ “A Província de São Paulo” no empreendimento. 

 

Ramalho Ortigão defende zoo como instrumento moralisador e educativo

TÍTULO Lição que nos serve
AUTOR Ramalho Ortigão
DATA 4 de abril de 1883
LOCAL Lisboa, Portugal
FONTE  jornal “A Província de São Paulo”
REPOSITÓRIO  Acervo Estadão
DESCRIÇÃO
Em “A Lição que nos serve”, Ramalho Ortigão, escritor português que colaborava com o jornal “A Província de São Paulo”, elogia a formação de uma comissão em Lisboa para construção de um Jardim Zoológico na capital portuguesa.
 
O autor acredita que a presença do zoo trará resultados positivos à educação da população:
 
A sabida importância de um jardim zoológico para os altos estudos da biologia e da zoologia comparada, as quaes, depois de Darwin, se tornaram a base experimental de toda a philosophia da natureza, torna-se um valor secundário perante os estímulos de curiosidade intellectual e de moralisador e nobilitante prazer intelligente, que essa instituição é chamada a exercer no espírito do povo.
 
Ele continua dizendo que “decretar a instrução”, assim como a “moralidade”, é inútil caso o povo não tenha interesse pelo assunto: “o povo não sente a necessidade de aprender”:
 
A curiosidade intellectual não desperta sinão pelo exercício das faculdades postas em movimento por uma solicitação do prazer, e ninguém entre nós tem pensado em crear os prazeres do espírito popular.
 
Dessa forma, o zoo é importante ao criar o interesse pela instrução a partir do prazer.

Lontra de zoo no Canadá morre após calça ser usada para enriquecimento ambiental

TÍTULO Calgary zoo says otter’s drowning death caused by zookeeper gift: a pair of pants
AUTOR Oliver Milman
DATA 18 de fevereiro de 2015
LOCAL Zoo de Calgary (Canadá)
FONTE The Guardian
REPOSITÓRIO http://www.theguardian.com/world/2016/feb/18/otter-logan-drowns-calgary-zoo-pants
DESCRIÇÃO Lontra Logan, do zoológico de Calgary, morre após par de calças ser deixado em seu recinto como objeto de enriquecimento ambiental. O animal se enroscou na peça e morreu afogado no tanque de água.
Dois funcionários responsáveis pelo incidente seriam punids, segundo Collen Baird, “curador” do zoo.
Segundo a reportagem, em 2009, uma faca também foi deixada por engano no recinto do gorila:

“Incidents do happen at zoos, people do make mistakes,” said Baird. “The pair of pants were unauthorized. What is OK for a gorilla isn’t OK for an otter. It wasn’t appropriate.

(…)

The zoo has said that the incidents are unrelated and that it maintains standards that meet or exceed industry norms. The other otters have not changed their behavior following Logan’s death, the zoo said.

Pavões de zoo chinês morrem após serem usados em selfies

 

TÍTULO  Peacocks are ‘shocked to death’ at Chinese zoo after tourists pick them up and pluck their feathers
AUTOR Chloe Lime
DATA  22 de fevereiro
LOCAL Yunnan Wild Animal Park, zoológico do sudoeste da China
FONTE Daily Mail (e outras)
REPOSITÓRIO http://www.dailymail.co.uk/news/peoplesdaily/article-3458585/Peacocks-shocked-death-Chinese-zoo-tourists-pick-pluck-feathers.html
DESCRIÇÃO  Pavões morrem no Yunnan Wild Animal Park, zoológico do sudoeste da China, após serem capturados por visitantes para selfies nos dias 12 e 15 de fevereiro. Um deles morreu apenas meia hora depois do episódio.

 

Circo traz hiena e urso para centro de São Paulo

 

TÍTULO Grande Circo Equestre, Gymnastico, Acrobatico e Zoologico
AUTOR desconhecido
DATA  28 de junho de 1881
LOCAL Largo de S.Bento, São Paulo, São Paulo
FONTE  jornal “Correio Paulistano”
REPOSITÓRIO  Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
DESCRIÇÃO Circo de propriedade de Hilario Luiz de Almeida traz para São Paulo espetáculo com “urso ensinado”, “cavallos”, “dois macacos (…) bem domesticados” e “hiena (…) animal indomável”, segundo propaganda

 

Aves são doadas para Jardim Público de São Paulo

TÍTULO  Aves Aquaticas
AUTOR desconhecido
DATA 4 de janeiro de 1880
LOCAL São Paulo, São Paulo
FONTE  jornal “A Província de São Paulo”
REPOSITÓRIO  Acervo Estadão
DESCRIÇÃO Cisne e espécie da família da cegonha são doadas por José Luciano Barbosa (que esteve envolvido na criação de um museu provincial em 1877 em uma das salas do Palácio do Governo de São Paulo) a Antônio Bernardo Quartim,  diretor do Jardim Público de São Paulo (Jardim da Luz). O jornal vê aí início de “alguma cousa que tivesse ares de um jardim zoologico”.