| DESCRIÇÃO |
Polícia cassa licença do jogo do bicho no zoológico do Rio de Janeiro. Para cumprir a ordem, delegado e escrivão foram de madrugada até zoo acompanhados de 25 praças de infantaria e 17 de cavalaria. Ao saber da interdição, barão de Drumond se recusou a ceder e disse que estava em seus direitos como previsto em contrato. Toda a movimentação foi acompanhada de perto pelo público.
Às 8 horas da manhan abriu o Jardim Zoologico. Silvino Araujo, empregado do barão Dumond dispunha-se a levar ao quadro o bicho. O delegado prohibiu que o quadro fosse içado, rompenso o povo, nessa occasião, numa grande salva de palmas. Outro empregado perguntou ao delegado se elle prohibia a venda de entradas, respondendo-lhe a auctoridade que a venda era permittida sem direito ao premio. Depois appareceu o genro do barão de Dumond, Alberto Cajaro, director da empreza, dizendo que havia de expôr o quadro, recebendo nessa occasião voz de prisão, e bem assim o empregado Leopoldo Fernandes. Os dois foram remettidos ao posto policial de Santa Isabel, e ahi, depois de lavrado um auto, foram postos em liberdade.
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