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2ª Exposição Industrial, Agrícola e Comercial monta zoo temporário em SP

 

TÍTULO II Grande Exposição Industrial, Agrícola e Comercial patrocinada pela Sociedade Rural Brasileira
AUTOR Propaganda / Desconhecido
DATA 4 de março de 1948
LOCAL São Paulo
FONTE O Estado de S.Paulo 
REPOSITÓRIO Acervo Estadão
DESCRIÇÃO Propaganda – que será repetida em outros dias do mês – da Segunda Grande Exposição Industrial, Agrícola e Comercial do país, patrocinada pela Sociedade Rural Brasileira. Na exposição, montada no Parque Dom Pedro II, há um jardim zoológico.
Há outras reportagens da mesma época comentando sobre a exposição e da presença do zoo.
Em agosto, é noticiado o transporte de dois ursos polares para o zoológico da exposição, vindos do Rio de Janeiro, como forma de atrair o público para a feira.

 

Reforma de zoo do Rio de Janeiro é secundária, diz jornal

 

TÍTULO Obras adiáveis
AUTOR Desconhecido
DATA 22 de fevereiro de 1946
LOCAL Rio de Janeiro
FONTE O Estado de S.Paulo
REPOSITÓRIO Acervo Estadão
DESCRIÇÃO Jornal do Distrito Federal (Rio de Janeiro) critica obras que o prefeito pretende realizar, incluindo a reforma do jardim zoológico local, sendo que a população ainda sente a falta de condições básicas de vida (saneamento básico, moradia etc).

 

Zoos têm função recreativa, de estudo e patriótica, diz Nuto Sant’Anna

TÍTULO Jardins Zoologicos
AUTOR Nuto Sant’Anna
DATA 31 de janeiro de 1940
LOCAL São Paulo
FONTE O Estado de S.Paulo
REPOSITÓRIO Acervo Estadão 
DESCRIÇÃO Apenas identificado como relacionado ao Departamento de Cultura, Nuto Sant’anna escreve um artigo de opinião defendendo a construção de um  zoológico na cidade e também fazendo um pequeno levantamento histórico das instituições que tiveram cunho similar no país.

Volta a colocar como argumento que outras grandes cidades já possuem um zoológico e que ele é importante para que os animais possam ser conhecidos após sua extinção pelos caçadores de devastadores de matas. É um argumento similar ao utilizado muitas vezes na história da antropologia para o estudo de populações indígenas. Segundo essa linha de pensamento, é preciso estudar as populações aborígenes antes que elas sejam “aculturadas”. No campo da antropologia, essa visão já caiu por terra, já que as culturas são dinâmicas, não estáticas.

Sant’Anna cita o valor recreativo, educativo e patriótico do zoológico.

Entre os jardins zoológicos que faz menção estão:
* O Zoo do Rio de Janeiro (Barão Drumond) – já em estado desolado. Segundo Sant’Anna, os animais não sofrem lá de nostalgia de liberdade, mas de nostalgia dos tempos glórios do zoo
* O Jardim Botânico de São Paulo, Jardim da Luz, que contava com animais herbívoros somente – uma ema que comia moedas (!) dadas pelos visitantes, macacos que depois, sob ordem da Prefeitura foram para lugar “menos público”
* O Jardim da Aclimação em São Paulo – que também está abandonado, com cubículos inadequados e anti higiênicos para os animais (urso e onça esquálidos)
* Granja Julieta, do “capitalista Manuel Caetano de Almeida”, que está em bom estado e que por pouco não foi vendido para a prefeitura (não foi, segundo o artigo, porque alguns bradaram que a cidade precisava de outras coisas -como hospitais-, não zoológicos.

Menciona também que em 1896 Eugênio Ferreira entrou em contato com a Prefeitura de SP para a construção de um zoo municipal. Ele buscava trazer para a cidade o jogo do bicho. O pedido lhe foi negado.

 

Em meio ao fechamento do zoo do RJ, jornal sugere novo zoo brasileiro

 

TÍTULO Da Cidade Maravilhosa
AUTOR Desconhecido
DATA 19 de junho de 1939
LOCAL Rio de Janeiro
FONTE Folha da Noite
REPOSITÓRIO Acervo Folha
DESCRIÇÃO Interessante a colocação da nota, que mostra como o zoológico é um local de organização e classificação da natureza: “Ora, evidentemente o que nos interessa é um parque da fauna brasileira, mesmo porque nosso nível de cultura já nos impõe o dever de apresentar ao mundo uma coleção organizada do que a natureza nos deu de original em profusão”